Seja uma líder inspiradora para seus filhos

“Os pais são os gerentes da empresa mais importante do mundo: sua família”. Lorraine Thomas

Obs.: Neste texto iremos tratar você como Mulher, como Mãe, como Ela. Tudo que dissermos aqui serve para os Homens, Pais, Eles, com toda a certeza.

Quando você vê uma pessoa com perfil de liderança admirável, efetiva, participativa, empática, afetiva, e observa como esta líder atua na vida familiar (mesmo que você não tenha intimidade), o que você conclui?

Na minha vivência no mundo corporativo – 14 anos, oude observar bem estes perfis (como selecionadora para funções estratégicas na empresa e como liderada) que…A pessoa com o perfil de liderança citado acima é aquele que também valoriza a família, que inclui a família no seu discurso, na sua prática diária, que possui um Propósito, um Porquê, que traz invariavelmente seus familiares  junto de si e concluí que:

Aquela que se importa com o impacto que traz para sua família é uma líder melhor!

Estas foram as líderes que mais me inspiraram e a muitos outros.

Aqui não queremos dizer que somente uma mãe será inspiradora ao cuidar da sua família, mas também aquela que se importa, dedica-se a seus pais, irmãos, tios, avós, etc.

A liderança como sabemos é exercida também dentro da nossa casa, junto da nossa família.

Quando você é uma líder inspiradora para seus filhos e familiares, também os ajuda a desenvolver a própria autoliderança. Você é um modelo no qual seus familiares, principalmente seu filho se espelha.

Sabemos que a líder que tem clara seus Valores e Missão e estimula o compartilhamento destes entre a equipe alcançam os melhores resultados, pois as ações tornam-se mais consistentes e significativas para todos.

Assim também ocorre no convívio familiar: quando a  mulher líder divide com os familiares os porquês das ações e decisões e o faz de maneira participativa alcança melhores resultados e comportamento colaborativos e de crescimento.

Nenhum líder alcança resultados expressivos quando trabalha sozinho.  O trabalho em equipe é indispensável.

Ao envolvermos nossos filhos nos processos decisórios, reestruturando, muitas vezes,  as tarefas diárias, como horário de refeições, banho, compras, lição de casa, fazemos com que eles se envolvam e se comprometam desenvolvendo o senso  de autorresponsabilidade.

Já dizia Peter Druker: “O líder do futuro pergunta, o líder do passado diz.” Ou seja, substituir a imposição pela educação, permite que liderados, em casa e no trabalho, aprendam através da internalização  dos conceitos que fazem sentido para eles. Os líderes inspiradores usam perguntas para ajudar aas pessoas a desenvolver seu próprio raciocínio e cheguem a suas próprias conclusões e deem o melhor de si.

Acreditamos que algumas características e atitudes dos líderes inspiradores estão aqui. Se você se lembrar de mais alguma(s) fique à vontade para incluir.

  • Despertar o potencial do liderado;
  • Ouvir e ensinar;
  • Compartilhar responsabilidades;
  • Fazer perguntas que levem à reflexão e à ação;
  • Orientar;
  • Encorajar;
  • Direcionar para o futuro

Liderar com consciência emocional é o caminho, é entender o impacto que você causa nos outros e procura se adequar sua comunicação a cada estilo de liderado, ou seja, compreender e agir de forma a dar atenção  ao seu comportamento e disposição.

O aprendizado floresce em ambientes com altos índices de intelig6encia emocional, como diz Daniel Goleman. Ambientes que possuem alto índice de medo e ansiedade são os com baixos níveis de inteligência emocional.

O convite a você  é: Pratique e fortaleça sua liderança emocional:

  1. Quem você quer ser?
  2. Que tipo de líder você é?
  3. O que precisa fazer para ser a líder que quer ser?
  4. Como fazer para que as mudanças permaneçam?
  5. Quem pode ajudar?

Lembre-se sempre: você não precisa ser um modelo perfeito de líder, de mãe, de filha; mas sempre será admirada por buscar o desenvolvimento (seu e das pessoas o seu redor) e buscar entender a necessidade e realidade do outro.

A busca do autoconhecimento e da inteligência emocional nos ajuda a buscar uma comunicação mais assertiva, em que se respeitem as especificidades de cada um.

É na interdependência que somamos as habilidades e conhecimentos, criamos mais sinergia e nos tornamos melhores e… consequentemente o nosso mundo ao redor.

Escrito por: Aline Teixeira

Mãe de duas lindezas: Beatriz e Letícia, Psicóloga (CRP 06/72.650), Coach Familiar, KidCoach (coach de crianças) e Idealizadora do Programa MAMITA -Harmonia para famílias.

 

O lado B da maternidade

Maternólatras são mães como eu… você, aquela vizinha que chora sozinha, aquela outra que escondida comprou a papinha Nestlé. A amiga que depois de um dia cansativo, comeu chocolate escondido no canto da cozinha, pra não dividir com os filhos. Nós somos o Lado B da maternidade, sem medo, sem neura, sem censura. VOCÊ É A MELHOR MÃE QUE SEU FILHO PODE TER, você que tem um corte desenhando a barriga, você que fez parto humanizado, você que amamentou ou aquela que deu Nam.

Representamos ainda aquela que comprou leite Cooper e no desespero colocou na mamadeira mesmo quando o filho tinha menos de 30 dias. Somos aquela que ouviu a avó e deu chá de camomila pra cólica, sentimos pena e demos água quando o bebê tinha apenas 4 meses. Nós não temos a fórmula perfeita, eu não sei o melhor caminho.

Eu sei que ser mãe é Hard, difícil pra CARALHO com todas a letras. Dá vontade de chorar, dá vontade de morder, da vontade de morrer de amor, dá vontade de se esconder. E meu gramado é todo falho, tem erva daninha, meu telhado é do vidro mais sensível e qualquer pedra estraçalha. Mas eu não tenho medo de assumir… a maternidade nua e crua, aquela que a revista Crescer não conta, que o comercial de margarina não retrata. Somos o que os livros não relatam, somos o dia a dia que você vive.

Não somos apenas as fotos contentes, sorrisos de facebook, somos o choro com ranho escorrendo, a birra no supermercado, a febre na hora de sair, somos a gorfada na roupa nova, o carro zero cheio de farelo, o jantar comunitário, a cama dividida, a vida amorosa escondida quase dentro do armário. Somos o peito que sangrou quando tentou amamentar, aquela que foi no curso de gestante mas não lembrou nada depois de parir, somos você!!!

Não sou a mãe ideal que só compra comida integral e só alimenta com o natural, meu filho toma suco mas minha filha já é refém da coca cola. Mas nem por isso eu sou menos mãe do que aquela que teve parto de Lótus. Ela é a melhor mãe do filho dela e eu sou a melhor mãe do meu. Somos a deep web da maternidade, eu não sou flores, aqui só tem realidade. Amor maior que o mundo, dificuldade à altura. Repudiamos o radicalismo e o preconceito.

No mercado, somos aquela na fila preferencial… lugar merecido, conquistado, tá, não precisa avisar, sei que meu cabelo tá bagunçado. Meu olho? Não apanhei, são só olheiras do sono atrasado. Na pizzaria eu como a pizza fria, de queijo borrachudo quase gelado, quente é a coca cola, saudade do gelo , copo suado.

Conheço a Dieta Dukan, Herbalife e tudo que foi inventado mas aqui o regime que pega é o que sobra no prato, o resto babado. Em casa sou a primeira a acordar, de manhã cedo, ainda escuro, acordo pra correr com a louça, por roupa na máquina, trabalho duro. Tenho sono, muito cansaço mas durmo tarde, aprendi tomar banho rápido e entender filme pela metade. Você me vê por aí, com unha quebrada e sapato baixo. A raiz tá mal pintada, a depilação, faz mais de mês que não faço. Não somos a teoria, lemos um livro num dia frio quando ainda tínhamos um lugar tranquilo, quando nossos filhos ainda residiam em nossa barriga, aprendemos, decoramos, juramos não gritar que nem a doida no shopping, viramos os olhos pra prima que não educa direito o filho e repetimos que com nossa cria isso não aconteceria. Sabemos que refrigerante faz mal, que o suco artificial é açúcar encaixotado, juramos que nossos filhos brincariam no quintal e não precisaria de babá televisionada. Mas não sabíamos que a maternidade não é uma prova oral, é uma prova prática com baliza dificultada, é fazer rampa sem freio de mão, a Via Dutra congestionada.

Sendo mãe aprendi que eles não são TCC com banca examinadora formada, é maratona de São Silvestre com obstáculos e sem água… é correr, tentar alcançar e no final perceber que não está nem perto da linha de chegada. Teoria é pra quando eu tinha tempo de me sentir culta, letrada, inteligente e diplomada. Maternidade não vê diploma e seu currículo não vale nada. Maternidade é a rotina, acordar com uma pesada.   Enaltecemos a MATERNIDADE… gostosa, cheirosa, com remela no olho e kilos sobrando. Nossa casa é bagunçada, tem brinquedo em todo canto da sala. Sente-se e aconchegue-se não sabemos o que estamos fazendo mas estamos fazendo da melhor forma que conseguimos.

 

Stéphanie Brasil é uma advogada sonhadora que o mundo corporativo não conseguiu segurar, blogueira e mãepresária. Apaixonada pela vida, louca pelos filhos, leonina convicta, autoconfiança muitas vezes é mais defeito do que qualidade, otimismo é sua especialidade. Criou a rede colaborativa Maternólatra que visa o resgate social das mães.

 

Atenciosamente,
Stéphanie Brasil – CEO